Rivane Neuenschwander

É uma artista plástica brasileira que desde 1990, mantém regularidade em eventos de grande repercussão, o que lhe garante consolidado reconhecimento internacional. Descendente de suíços, portugueses e indígenas, graduou-se em Desenho, em 1994, na Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais. Foi artista residente no Royal College of Art, em Londres, de 1996 a 1998, onde obteve o título de mestre; e no Centro Iaspis, em Estocolmo, Suécia, em 1999. É casada com Jochem Volz, um dos curadores do Centro de Arte Contemporânea Inhotim.
Participou de várias exposições, como na Bienal de São Paulo, e realizou exposições como a que ocupou três andares no New Museum, dedicado à arte contemporânea, em Nova York, a mais importante casa dedicada ao gênero na cidade norte-americana; e em vários outros importantes museus e galerias nacionais e internacionais.
Em 21 de junho de 2010, o jornal The New York Times associou os trabalhos de Rivane Neuenschwander, uma das mais celebradas artistas plásticas brasileiras, aos de Lygia Clark e Hélio Oiticica, além de ter mencionado que a artista veio para ficar.

As obras criadas por Rivane Neuenschwander utilizam materiais efêmeros e reaproveitáveis como flores secas, papel arroz, insetos, poeira, sujeira, baba de lesma, sal, pimenta, legumes e objetos industriais transformados. A intenção da artista é criar experiências sensoriais e uma espécie de memória da vida cotidiana bem como sua relação com o corriqueiro.
Suas obras também abrem possibilidades para a interatividade.Ainda há espa ço para a comicidade e as intersecções de diferentes culturas.
Em 2000, em exposição na Galeria Camargo Vilaça, em São Paulo, estabeleceu uma parceria com Cao Guimarães para realizar o filme exibido no mezanino da galeria.
Em 2005, na Bienal de Veneza, a artista apresentou um trabalho composto por máquinas de escrever substituídas por teclas de pontos finais. Foram mantidos os números, outros sinais gráficos como os pontos de exclamação e interrogação, cujos recursos lenaçaram um convite para o público registrar cartas com elas e afixá-las na parede do espaço expositivo.
Esta proposição mostrou a dificuldade na comunicação que esse trabalho coloca acerca da própria natureza da arte, "a princípio inexprimível por palavras, ao mesmo tempo em que enfatiza essa possibilidade".
O Centro de Arte Contemporânea Inhotim analisa a produção da artista como formada por "uma linguagem formal a regimes ligados à organicidade, à entropia e à participação do público". O resultado é estabelecimento de um diálogo com a tradição brasileira que estabelece o encontro entre geometria e corpo desde o neoconcretismo.
O curador e editor Ricardo Sardenberg, autor de um livro sobre o trabalho da mineira e lançado no New Museum, avalia que a produção artística de Rivane envolve a discussão de temas universais por meio de coisas simples da vida.
Pavilhão vítreo para instalações permanentes da artista
PRÊMIOS
Em 1993, recebeu o Prêmio Marc Ferrez de Fotografia pelo Projeto Ex-Votos(1), Objetos Fotográficos, realizado na Funarte, Rio de Janeiro. Em 2002, recebeu uma honraria da Universidade Federal de Minas Gerais, onde graduou-se em Desenho. Em 2004, foi a vencedora do prêmio Hugo Boss, outorgado pela Fundação Guggenheim de Nova York.
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